sexta-feira, 30 de abril de 2010

Ter ou não ter????


TER OU NÃO TER NAMORADO?

Quem não tem namorado é alguém que tirou férias não remuneradas
de si mesmo.
Namorado é a mais difícil das conquistas.
Difícil porque namorado de verdade é muito raro.
Necessita de adivinhação, de pele, saliva, lágrima, nuvem, quindim, brisa ou filosofia.
Paquera, gabiru, flerte, caso, transa, envolvimento, até paixão,
é fácil. Mas namorado, mesmo, é muito difícil.
Namorado não precisa ser o mais bonito, mas ser aquele a quem
se quer proteger e quando se chega ao lado dele a gente treme,
sua frio e quase desmaia pedindo proteção.
A proteção não precisa ser parruda, decidida; ou bandoleira:
basta um olhar de compreensão ou mesmo de aflição. Quem não
tem namorado é quem não tem amor: é quem não sabe o gosto de namorar.
Há quem não sabe o gosto de namorar.
Se você tem três pretendentes, dois paqueras, um envolvimento
e dois amantes; mesmo assim pode não ter nenhum namorado.
Não tem namorado quem não sabe o gosto de chuva, cinema sessão
das duas, medo do pai, sanduíche de padaria ou drible no trabalho.
Não tem namorado quem transa sem carinho, quem se acaricia sem vontade de virar sorvete ou lagartixa e quem ama sem alegria.
Não tem namorado quem faz pacto de amor apenas com a
infelicidade. Namorar é fazer pactos com a felicidade ainda
que rápida, escondida, fugidia ou impossível de durar.
Não tem namorado quem não sabe o valor de mãos dadas; de
carinho escondido na hora em que passa o filme; de flor catada
no muro e entregue de repente; de poesia de Fernando Pessoa, Vinícius de Moraes ou Chico Buarque lida bem devagar; de gargalhada quando fala junto ou descobre meia rasgada; de ânsia enorme de viajar junto para a Escócia ou mesmo de metrô, bonde, nuvem, cavalo alado, tapete mágico ou foguete interplanetário.
Não tem namorado quem não gosta de dormir agarrado, de fazer
cesta abraçado, fazer compra junto.
Não tem namorado quem não gosta de falar do próprio amor,
nem de ficar horas e horas olhando o mistério do outro dentro
dos olhos dele, abobalhados de alegria pela lucidez do amor.
Não tem namorado quem não redescobre a criança própria e a do amado e sai com ela para parques, fliperamas, beira - d'água,
show do Milton Nascimento, bosques enluarados, ruas de sonhos
ou musical da Metro.
Não tem namorado quem não tem música secreta com ele, quem não dedica livros, quem não recorta artigos; quem gosta sem curtir; quem curte sem aprofundar.
Não tem namorado quem nunca sentiu o gosto de ser lembrado de repente no fim de semana, na madrugada, ou meio-dia do dia de
sol em plena praia cheia de rivais.
Não tem namorado quem ama sem se dedicar; quem namora sem
brincar; quem vive cheio de obrigações; quem faz sexo sem
esperar o outro ir junto com ele.
Não tem namorado quem confunde solidão com ficar sozinho e em
paz.
Não tem namorado quem não fala sozinho, não ri de si mesmo e
quem tem medo de ser afetivo.
Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é
alegre e você vive pesando duzentos quilos de grilos e medos, ponha a saia mais leve, aquela de chita e passeie de mãos
dadas com o ar.
Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com
leves fricções de esperança.
De alma escovada e coração estouvado, saia do quintal de si
mesmo e descubra o próprio jardim.
Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passe
debaixo de sua janela.
Ponha intenções de quermesse em seus olhos e beba licor de
contos de fada.
Ande como se o chão estivesse repleto de sons de flauta e
do céu descesse uma névoa de borboletas, cada qual trazendo
uma pérola falante a dizer frases sutis e palavras de
galanteria.
Se você não tem namorado é porque ainda não enlouqueceu
aquele pouquinho necessário a fazer a vida parar e de repente parecer que faz sentido.
Enlou-cresça

Carlos Drumond Andrade

A gente se acostuma mas não deveria

Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.
A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.
A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.
A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.
A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.
A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.
A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.
A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.
A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

O Mundo do olho por olho?


“ O modo como lidamos com nossos momentos difíceis permanece conosco por um bom tempo.’’ “Como você lida com os seus? Quando a esperança vai embora no último trem e a alegria não é nada senão o nome...quando você está cansado de tentar, cansado de perdoar, cansado de semanas difíceis ou de gente teimosa... como você lida com seus dias negros?”

Um sábio que não me lembro o nome no momento disse: “Somos formados e moldados pelas coisas que amamos” E nos momentos difíceis paro o mundo do lado de fora e olho para dentro de mim mesma e me pergunto “O que Jesus faria” me lembro de Jesus falar que o amor de muitos se esfriará e o que eu faço? Fico alegre por Jesus está certo? Ou esfrio o meu coração também?

O mundo parece que se virou um grande gigante de tormentas e lutas e aqueles que deveriam ser nossos exemplos e alicencesses são tormentas então penso:

Concentre-se nos gigantes – você tropeçará.

Concentre-se em Deus – seus gigantes cairão.

Então vivemos neste mundo para ser um ‘matador de gigantes?

O que deus fez de Davi um matador de gigantes um milagre sei que esta pronto para fazer por mim e por você também, não quero virar um gigante para lutar de olho a olho quero virar um milagre para Deus poder me fazer um milagre.

Sei que muitas pessoas são cruéis mas penso . Talvez elas esteja fora da vontade de Deus para mim, mas não fora do alcance de Deus. Não posso vê-lo como falhas de Deus mas como um projeto dele, então é melhor deixar os ‘inimigos’ mas mãos de Deus; entretanto penso “A beleza pode vencer a barbárie?”

Quando em Romanos(12:21) fala, ‘Não deixem vencer pelo mal, mas vençam o mal com o bem” Sei que ele não viveu neste tempo e talvez não tenha sentindo na pele e no coração o que sinto, mas me recorda nas historias bíblicas que quando estava sendo julgado levou um tapa na cara e ele não fez o que ele mesmo escreveu de dar a outra face, mas ele não deixou de falar e mostrar que estava certo com uma classe impossível de descrever em simples linhas. Acho que ele foi a beleza em meio as feras, e veja o que aconteceu? Outro milagre.

Então sei que tenho que ser rápida para orar, procurar bons conselhos e não desistir.

Um diretor do iaene falava sempre ‘não desista, persista, insista’.

Persistir na vida persistir na alegria....

Ser uma boa pessoa será que depende de onde vc vem ou das experiências feitas na vida? Colocar minhas decisões e me querer e ate mesmo minha vingança nas mãos de Deus é certo?

Me igualar as feras e jogar esse jogo é certo? O que é ser cristão? O que Jesus faria?

O que é ser sábio e o que é ser vingativo ou esperto? Qual desses é ser cristão?

Então finalizo com uma frase de Jesus. Gl. 6:9 .

“Não nos cansemos de fazer o bem. Pois, se não desanimarmos, chegará o tempo certo em que faremos a colheita”

Por = Carla Pollyanna Ferreira de Souza

quarta-feira, 28 de abril de 2010

EU


... Quando eu era pequena ... minha mãe me dava banho com mel, passava leite condensado em vez de shampoo..me ensaboava com doce de leite, me enxugava com algodão doce, passava açucar em vez de talco e me perfumava com calda de morango..

domingo, 18 de abril de 2010




Seu nome era Kyle.

Parecia que ele estava carregando todos os seus livros.


Eu pensei:

'Por que alguém iria levar para casa todos os seus livros numa Sexta-Feira? Ele deve ser mesmo um C.D.F'!


O meu final de semana estava planejado (festas e um jogo de futebol com meus amigos Sábado à tarde), então dei de ombros e segui o meu caminho..


Conforme ia caminhando, vi um grupo de garotos correndo em direção a Kyle.

Eles o atropelaram, arrancando todos os livros de seus braços, empurrando-o de forma que ele caiu no chão.


Seus óculos voaram e eu os vi aterrissarem na grama há alguns metros de onde ele estava. Kyle ergueu o rosto e eu vi uma terrível tristeza em seus olhos.


Meu coração penalizou-se! Corri até o colega, enquanto ele engatinhava procurando por seus óculos.


Pude ver uma lágrima em seus olhos. Enquanto eu lhe entregava os óculos, disse: 'Aqueles caras são uns idiotas! Eles realmente deviam arrumar uma vida própria'. Kyle olhou-me nos olhos e disse: 'Hei, obrigado'!


Havia um grande sorriso em sua face. Era um daqueles sorrisos que realmente mostram gratidão. Eu o ajudei a apanhar seus livros e perguntei onde ele morava.

Por coincidência ele morava perto da minha casa, mas não havíamos nos visto antes, porque ele freqüentava uma escola particular..

Conversamos por todo o caminho de volta para casa e eu carreguei seus livros. Ele se revelou ser um garoto bem legal...

Perguntei se ele queria jogar futebol no Sábado comigo e meus amigos. Ele disse que sim. Ficamos juntos por todo o final de semana e quanto mais eu conhecia Kyle, mais gostava dele.

Meus amigos pensavam da mesma forma.

Chegou a Segunda-Feira e lá estava o Kyle com aquela quantidade imensa de livros outra vez! Eu o parei e disse:

'Diabos, rapaz, você vai ficar realmente musculoso carregando essa pilha de livros assim todos os dias!'.

Ele simplesmente riu e me entregou metade dos livros. Nos quatro anos seguintes, Kyle e eu nos tornamos mais amigos, mais unidos. Quando estávamos nos formando começamos a pensar em Faculdade.

Kyle decidiu ir para Georgetown e eu para a Duke. Eu sabia que seríamos sempre amigos, que a distância nunca seria problema. Ele seria médico e eu ia tentar uma bolsa escolar no time de futebol. Kyle era o orador oficial de nossa turma. Eu o provocava o tempo todo sobre ele ser um C..D.F.


Ele teve que preparar um discurso de formatura e eu estava super contente por não ser eu quem deveria subir no palanque e discursar.

No dia da Formatura Kyle estava ótimo.

Era um daqueles caras que realmente se encontram durante a escola.
Estava mais encorpado e realmente tinha uma boa aparência, mesmo usando óculos.

Ele saía com mais garotas do que eu e todas as meninas o adoravam!
Às vezes eu até ficava com inveja.

Hoje era um daqueles dias. Eu podia ver o quanto ele estava nervoso sobre o discurso. Então, dei-lhe um tapinha nas costas e disse: 'Ei, garotão, você vai se sair bem!'

Ele olhou para mim com aquele olhar de gratidão, sorriu e disse:

-'Valeu'!

Quando ele subiu no oratório, limpou a garganta e começou o discurso:

'A Formatura é uma época para agradecermos àqueles que nos ajudaram durante estes anos duros. Seus pais, professores, irmãos, talvez até um treinador, mas principalmente aos seus amigos. Eu estou aqui para lhes dizer que ser um amigo para alguém, é o melhor presente que você pode lhes dar. Vou contar-lhes uma história:'

Eu olhei para o meu amigo sem conseguir acreditar enquanto ele contava a história sobre o primeiro dia em que nos conhecemos. Ele havia planejado se matar naquele final de semana! Contou a todos como havia esvaziado seu armário na escola, para que sua Mãe não tivesse que fazer isso depois que ele morresse e estava levando todas as suas coisas para casa.

Ele olhou diretamente nos meus olhos e deu um pequeno sorriso.

'Felizmente, meu amigo me salvou de fazer algo inominável!' Eu observava o nó na garganta de todos na platéia enquanto aquele rapaz popular e bonito contava a todos sobre aquele seu momento de fraqueza.

Vi sua mãe e seu pai olhando para mim e sorrindo com a mesma gratidão.

Até aquele momento eu jamais havia me dado conta da profundidade do sorriso que ele me deu naquele dia.

Nunca subestime o poder de suas ações. Com um pequeno gesto você pode mudar a vida de uma pessoa. Para melhor ou para pior.

Deus nos coloca na vida dos outros para que tenhamos um impacto, uns sobre o
outro de alguma forma.

PROCURE O BEM NOS OUTROS!

quinta-feira, 8 de abril de 2010


É amor demais
É saudades demais..
Amor que invade o peito..deixando sem ar..
Amor que deixa tudo ao redor colorido..
Amor rodeado de sorrisos..
Amor de amor..
Por amar vc..
Amor que nasceu e nao para..
a cada dia de crescer..
a cada dia de invadir cada espaço..
dentro de mim..
Amor que bate no peito e reflete no meu rosto..
Amor..Amor..
Te quero a todo instante..te preciso por perto pra poder respirar...
Pra poder viver ..pra continuar a seguir..
Amor que bate no peito..
Sem hora nem lugar...
Sem começo..sem fim..
Sem porque nem pra que..
Amor..Amor
Que me faz feliz..
Que me completa..
Que me invade..
Mas me deixa..
a todo instante..
Doente de saudade.

Amizade